Temporada de chuvas abre alerta sobre a Dengue

admin 29 de janeiro de 2013 0


É só começar a chover e o mosquito Aedes Aegypti, causador da Dengue, começa a fazer suas vítimas. Isso porque, é neste período que existe uma maior contaminação, já que as larvas do mosquito precisam de água limpa e parada para se desenvolver. Aliás, chuvas frequentes e altas temperaturas são combinações perfeitas para os criadouros do mosquito, que é parecido com um pernilongo comum, com corpo escuro rajado de branco.

É bom lembrar que o ovo do mosquito da dengue pode sobreviver até 450 dias, mesmo se o local onde foi depositado o ovo estiver seco. Por isso, é tão importante combater este mosquito e evitar que ele apareça. A regra básica é não deixar a água, principalmente limpa, parada em qualquer tipo de recipiente.

Como a proliferação do mosquito da dengue é rápida, além das iniciativas governamentais, é importantíssimo que a população também colabore para interromper o ciclo de transmissão e contaminação. Para que você saiba, em 45 dias de vida, um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas! É muita gente. Por isso, as ações coletivas de combate ao mosquito são tão importantes.

Mas você sabe como manter o mosquito da dengue bem longe de você e da sua família? Nós te damos algumas dicas:

  • A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água. Por isso é muito importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras;
  • Encha de areia, até a borda, os pratinhos de vasos de plantas;
  • Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha as lixeiras bem fechadas;
  • Guarde garrafas sempre de cabeça para baixo;
  • Plantas aquáticas exigem um cuidado ainda mais especial: lave os vasos em que elas estiverem, com escova, água e sabão, por dentro e por fora, pelo menos uma vez por semana;
  • Doe os pneus velhos ao serviço de limpeza urbana. Se você tiver que mantê-los em casa, guarde-os em local seco e abrigado da chuva, afim de não acumularem água;
  • Não deixar água acumulada sobre a laje de sua residência;
  • Caixas de água devem ser limpas constantemente e mantidas sempre fechadas e bem vedadas. O mesmo vale para poços artesianos ou qualquer outro tipo de reservatório de água;
  •  As piscinas devem ter tratamento de água com cloro (sempre na quantidade recomendada). Piscinas não utilizadas devem ser desativadas (retirar toda água) e permanecer sempre secas;
  • As bromélias costumam acumular água entre suas folhas. Para evitar a reprodução do mosquito, o ideal é regar esta planta com uma mistura de 1 litro de água e uma colher de água sanitária.

Sintomas da dengue

O vírus da dengue é transmitido pela picada da fêmea do Aedes aegypti, um mosquito diurno que se multiplica em depósitos de água parada acumulada nos quintais e dentro das casas.

A dois tipos de dengue mais conhecidos: Na dengue classica, a primeira manifestação é a febre alta (39º a 40º), de início repentino, associada à dor de cabeça, prostração, dores musculares, nas juntas, atrás dos olhos, vermelhidão no corpo (exantema) e coceira. Num período de 3 a 7 dias, a temperatura começa a cair e os sintomas geralmente regridem.

No caso de dengue hemorrágica, uma forma bem mais agressiva da doença, os sintomas são os mesmos do primeiro caso, entretanto, depois do terceiro dia, quando a febre começa a ceder, aparecem sinais de hemorragia, como sangramento nasal, gengival, vaginal, rompimento dos vasos superficiais da pele (petéquias e hematomas), além de outros. Em casos mais raros, podem ocorrer sangramentos no aparelho digestivo e nas vias urinárias.

Em caso de suspeita de dengue, recomenda-se procurar o hospital mais próximo, para que o diagnóstico seja confirmado (ou não) e o doente seja medicado de forma correta. Não tome remédios por conta própria, já que alguns podem piorar os sintomas ou mascará-los. Lembre-se, dengue mata!

Casos de dengue são registrados no país desde 1986 e a última grande epidemia se deu em 2002, quando houve 794,2 mil ocorrências, a maioria no Rio de Janeiro.





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