Oito em cada 10 usuários têm problemas com planos de saúde

admin 16 de agosto de 2012 0


A Associação Paulista de Medicina (APM) acaba de divulgar uma pesquisa em que revelou que 77% dos usuários dos planos de saúde, ou seja, 8 a cada 10, já enfrentaram problemas com as operadoras de planos que utilizam. O índice leva em conta as reclamações feitas nos últimos dois anos.

A pesquisa revelou ainda que as maiores reclamações vieram dos prontos-socorros, com 72%, seguido das consultas, com 64%, e os exames diagnósticos, com 40%. A pesquisa foi feita pelo Datafolha entre 14 e 22 de maio de 2012, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Segundo a APM, o objetivo da pesquisa foi desenhar um panorama de como anda o atendimento dos planos de saúde e saber a opinião dos usuários. A pesquisa retrata um universo de 10 milhões de pacientes.

Entre os problemas apontados nos prontos-socorros estão local de espera lotado (67%), demora para atendimento (51%) e para a realização de exames (12%), locais inadequados para medicação (12%), negativa de atendimento (5%) e demora ou negativa na transferência para leito hospitalar (4%).

No caso das consultas, as principais queixas são de demora para marcação (53%), de médico que saiu do plano (30%), demora para autorização (25%), falta de médicos nas especialidades (20%), demora na autorização de exames (19%) ou restrição (11%) a eles durante a consulta.

Em exames diagnósticos, as reclamações recorrentes são de demora para marcação de exames e procedimentos (24%), poucas opções de laboratórios (24%), demora para marcação (24%) e plano que não cobriu os exames (9%).

Planos suspensos

Como forma de garantir a melhoria nos serviços prestados pelas operadoras de planos de saúde, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu, em julho deste ano, a comercialização de 268 planos de saúde de 37 operadoras, até setembro, quando será feita uma nova avaliação. Estas encaixaram-se nos critérios estabelecidos pela ANS para a suspensão dos produtos já que foram reincidentes no não cumprimento da Resolução Normativa nº 259, que determina prazos máximos de atendimento para consultas, exames e cirurgias. Os beneficiários que já fazem parte dos planos suspensos não terão seu atendimento prejudicado.

Se até setembro as operadoras de planos de saúde não tiverem melhorado seus serviços, a ANS aplicará multa de R$ 80 a R$ 100 mil, para situações de urgência e emergência. Em casos de descumprimento reiterado, as operadoras podem sofrer medidas administrativas, como a suspensão da comercialização de parte ou da totalidade dos seus planos de saúde e a decretação do regime especial de direção técnica, inclusive com a possibilidade de afastamento dos seus dirigentes.

Entre os planos que tiveram seus serviços interrompidos estão os da Fundação Santa Casa de Misericórdia, de Belo Horizonte, Nossa Saúde, Operadora Ideal Saúde, Samp Espírito Santo, Só Saúde Assistência Médica, Unimed Brasília dentre outros.

Reclamações 0800

Em parceria com a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, a APM lançou um serviço telefônico nacional de apoio aos pacientes. O telefone 0800-200-4200 atenderá reclamações de todo o Brasil, oferecendo esclarecimento e apontando encaminhamentos para a garantia dos direitos dos usuários dos planos.

 




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