Dicas para efetuar uma compra segura em sites de compras coletivas

admin 13 de agosto de 2012 0


Imagine a seguinte situação: Você senta na frente do computador, abre seu email. Em um deles você vê uma viagem para o Caribe com 80% de desconto,  uma outra promoção é oferecido um dia de beleza por 50%. Mais um clique e você se sente convencido a comprar aquele jantar no restaurante mais chique da cidade, por 90%. Assim funcionam os sites de compras coletivas: ofertas tentadoras, mas que nem sempre são, de fato, tão irresistíveis assim.

Pelo menos é o que constatou o Procon de São Paulo recentemente. A cada R$ 367 mil em vendas nos sites de compras coletivas, uma queixa dos serviços foi feita no primeiro semestre deste ano. Em 2011, a proporção era de uma para cada R$ 1,78 milhão gasto.  E não para por aí. As queixas registradas nos seis primeiros meses de 2012 já superam em 10% o total de todo o ano passado, quando o órgão começou a ser acionado sobre o segmento.

Os três maiores sites de compras coletivas do país, o Groupon, Clickon e Peixe Urbano foram autuados pelo Procon de São Paulo, por terem registrado 767 queixas. Em 2011 foram totalizadas 1.690 queixas contra empresa. Os números de 2012 impressionam. O ano nem acabou e o órgão já registrou 1.869 queixas.

No Rio de Janeiro, por exemplo, esta realidade pode mudar. É que no estado há uma lei pioneira que tenta coibir abusos. Dentre as exigências estão telefone gratuito para atendimento ao consumidor e endereço físico da companhia. Segundo a lei, caso a venda não se concretize, o ressarcimento terá de ser feito em até 72 horas.

Reclamações são resultantes do crescimento do comercio on-line

A onda do comércio de compras coletivas ganhou força no Brasil há dois anos. Desde então, mais e mais brasileiros preferem adquirir produtos pela internet, com a vantagem de obter descontos “monstruosos”, já que, quanto mais pessoas compram um mesmo produto nestes sites, maior é o desconto.

Para especialistas, não só o aumento de consumidores é o responsável pelo crescimento de reclamações. Também há falhas na seleção dos responsáveis pelas ofertas, no acolhimento de queixas, bem como a falta de preparo das pequenas lojas cadastradas nestes sites.

A dica mesmo é ficar muito atento ao que é oferecido, como sugere uma cartilha divulgada neste ano pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico. Entre as sugestões dadas, a instituição diz que o consumidor deve, antes de efetuar uma compra, pesquisar a idoneidade do site de compras coletivas e do estabelecimento que faz a oferta, bem como verificar se o site possui o selo de qualidade em compras coletivas, política de privacidade e dispositivos de segurança de dados.

O consumidor deve, ainda, entrar em contato com o estabelecimento anunciante antes de comprar o cupom para conhecer o produto ou serviço oferecido, bem como consultar se há reclamações da loja nos órgãos de defesa do consumidor e em sites especializados.

A publicação diz também que o consumidor deve sempre exigir o cumprimento do Código de Defesa do Consumidor e do Código de Ética e Autorregulamentação da camara-e.net e evitar comprar ofertar enviadas por e-mail de sites onde não se fez um cadastro e de remetentes desconhecidos.




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