Cetamina: a esperança na cura da depressão

admin 10 de dezembro de 2012 0


A depressão pode ter um tratamento ainda mais intenso e eficaz, é o que revela uma pesquisa feita e publicada pela Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Segundo os pesquisadores a cetamina, um anestésico também conhecido como ketamina, pode ser utilizado para tratar pacientes que sofrem de depressão crônica. A cetamina é tradicionalmente usada como anestésico para crianças, mas há 10 anos pesquisadores americanos descobriram que, em pequenas doses, a droga parecia proporcionar alívio para pacientes de quadro depressivo. Nesses estudo iniciais, quase 70% dos pacientes que eram resistentes a qualquer tipo de tratamento antidepressivo mostraram melhora horas depois de receberem doses de cetamina.

Ainda conforme a pesquisa, a cetamina pode ajudar a regenerar as conexões sinápticas entre as células cerebrais que sofreram danos devido à depressão, agindo de maneira completamente diferente dos medicamentos convencionais utilizados para tratar esse distúrbio. Os cientistas disseram que 40% das pessoas que desenvolvem depressão não respondem à medicação. Muitas outras só respondem depois de muitos meses ou anos tentando diferentes tratamentos. A cetamina se mostrou eficiente também como uma forma de tratar rapidamente pessoas com tendências suicidas, resultado atingido apenas semanas depois de iniciados os tratamentos com antidepressivos convencionais.

 

A vantagem do uso da cetamina no tratamento da depressão, segundo os estudos, é que seu efeito é imediato. Apesar disso, a ação da substância no organismo também é a curto prazo, durando de sete a dez dias, apenas. A desvantagem é que, exatamente por seu efeito passar rapidamente, pode causar dependência em algumas pessoas. Prova disso é que, a acetamina, que tem seu uso legalizado tanto em animais quanto em humanos, ganhou muitos adeptos nos últimos anos, principalmente na Europa, chegando, inclusive, a ultrapassar o número de usuários de cocaína em alguns países.

A boa notícia é que os pesquisadores estão tentando desenvolver medicamentos similares à cetamina, que ofereçam uma ação tão rápida quanto essa droga, mas sem oferecer os mesmos riscos de consumo.

Sobre a cetamina

A cetamina foi sintetizada pela primeira vez em 1962 por Calvin Steves e batizada, inicialmente, de “CI581”. Ainda na década de 1960, a substância começou a ser utilizada como anestésico e foi aperfeiçoada para o atendimento dos soldados americanos durante a guerra do Vietnã. Anos mais tarde, em meados dos anos 90, a cetamina começou a ser usada como alucinógeno.

Em pequenas doses, a cetamina causa um suave entorpecimento, vertigem, movimentos desajeitados e até o aumento de sociabilidade. Em alta dosagem, os efeitos do anestésico produz um quadro psicótico semelhante ao da esquizofrênia.

Atualmente, a cetamina é usada para a realização de procedimentos de ECT (eletroconvulsoterapia), mas apenas em algumas situações. Como qualquer medicamento, a cetamina só pode ser aplicada por um médico, que irá saber a dosagem correta e irá controlar os efeitos colaterais.




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